Relembrando os melhores filmes espanhóis de 2016

O rei Luís XIV da França morre. Após 72 anos de reinado, o “Rei Sol” acabará por sucumbir à gangrena, a doença que rota a carne, lembrando os “vicediós” de sua qualidade mortal da maneira mais irônica e degradante possível. O maior rei da França reduziu a carne pútrida. E, a partir de seu leito de morte, praticamente imobilizado, o monarca verá vassalos, servos, sicópteros, médicos e curandeiros que participarão de seus últimos momentos, ainda fantasiando sobre a condição de imortalidade.

 

Apesar de e graças a Albert Serra, o ‘enfant terrible’ de Gerona – e não tão ‘enfant’-, este “barroco tableu vivant” explora um tipo de cinema que não recebeu muita atenção pelo quadro comercial. Amante de humor, irônico e enigmático, dos personagens extravagantes entre história e mito e mito e história, Albert Serra possui Jean Pierre Leaud como um monarca em estado de graça dentro de sua decadência, com um encenação que ele busca, dentro do barroco, a subversão de pontos de vista inesperados e apoia sua plasticidade em luz diegetica, tecidos pesados ​​e cores mortuárias. Um objeto de filme de filias e fobias desproporcional e confrontado.

Em 1948, o presidente chileno, Gabriel González Videla, promulgou a Lei de Defesa da Democracia, que ilegalizaba o Partido Comunista e ordenou a prisão de seus máximos representantes. E entre os senadores comunistas que começaram a ser perseguidos, foi Pablo Neruda, que mais tarde, em 1971, se tornaria o Prêmio Nobel de Literatura. Então começará uma perseguição em que o policial-órgão Óscar Peluchonneau seguirá a trilha de Neruda para tentar colocá-lo atrás das grades.

Pablo Larraín é o diretor chileno em voga. Depois de seu sucesso ‘No’ (2012) e ‘El club’ (2015) e enquanto seu ‘Jackie’ está colhendo indicações para os Globos de Ouro, este jovem cineasta de Santiago propôs inovar com a linguagem cinematográfica e assumir riscos sem deixe de lado o fundo narrativo. Com ‘Neruda’, Larraín reconstrói a personalidade e a vida do Prêmio Nobel baseado em peças, sem esquecer a poesia e o senso de humor. E não é surpreendente que Hollywood já tenha posto os olhos no chileno. Como o Rei Midas, tudo o que ele toca torna-se ouro.

Madrid Verão 2011. A cidade organiza as festividades organizadas pela visita do Papa nas Jornadas Mundiais da Juventude. Benedict, X, uve, stick! Entre os devotos idosos e as acusações policiais, os inspetores Velardes e Alfaro enfrentam uma série de assassinatos estranhos no centro da capital. As vítimas, atacadas cada vez com mais fúria, não têm em comum a suavidade de sua pele. O assassino que estão procurando parece ter uma fixação doentia. Ambos os inspetores, na corda bamba do departamento – e da vida – terão que resolver os crimes ao mesmo tempo que ordenam suas vidas.

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